
Hoje amanheci me sentindo uma semente
Envolvida pela casca dura que me detêm à explosão da vida
Protegida, mas humanamente querendo sair da condição de espera
Muito abrigo, pouco sonho, muita resignação
Pouco a pouco fui me imaginando com alma voadora
Alma que rompe o estado litúrgico
Cresci em afeto, em querer, no espaço
O calor da terra me deu meios para romper com as pressões
O escorrer da chuva me deu maciez no corpo e lágrimas pra me soltar
Lutei com o tempo, cantei as feridas, iludi o apego
Fui assim crescendo até ver bem de pertinho a claridade do sol
Agora posso sentir a brisa do ar, o orvalho, o barulho da vida
Não sou mais semente, eu sei
Não tenho mais abrigo, eu sei
Tenho agora pela frente um caminho para o crescimento
Uma janela para abrir com lampejos e suores a cada dia
Já não sou a mesma, mas me orgulho disso
Sinto uma força que me leva pra dentro de mim mesma
Sinto uma história que já faz parte de minhas veias
Agora como planta, me encanta cada gotícula da primavera
O caminho já me faz conter o pranto
Estou mais confiante nas estrelas, pois delas exalam pura convicção
A certeza de ser mais encanto e me propor esse canto que agora sorri em mim.
Oi Cleusa, fiquei tocada pela imagem da semente. Se todos nós reconhecéssemos que somos sementes, mais frutos brotariam das reentranhas do universo. Grande beijo, Cibele.
ResponderExcluirEi Cibele! Os frutos de uma grande árvore chamada mãe-terra, abençoados pelo todo Poderoso!
ResponderExcluirBjs! Volte sempre!
grande cleusa....cada dia mais artista!!!1 bjs
ResponderExcluirGaba
Ei Gaba, não sabia como colocar o crédito do artista número um na minha foto. Agora sim!
ResponderExcluirBjs meu querido!
Oi Cleusa, parabéns, ADOREI. Bjs. Yara.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEi querida mestra-amiga Yara!Obrigada pela força, sempre!
ResponderExcluirbjs!
Fica com Deus e na paz!