Vem dai minha admiração pela grandeza de caráter, pela fibra, hombridade, pela generosidade e pelo amor ao próximo. O homem é um ser social e político na expressão mais profunda da palavra. A política que gera benefícios para uma sociedade, constroi alicerces de caráter e edifica os anseios de um mundo melhor por onde passa. Essa é a real expressão do termo que hoje está quase sempre deturpado.

Sempre discorro sobre política com meus amigos e familiares, sem tons autoritários da razão, mas com o som que vem da alma. Gosto de observar os caminhos do presente do Brasil e do restante do planeta, está no sangue dos Alvarengas.
O assunto de hoje no horário de almoço foi a suposta candidatura do governador de Minas Aécio Neves ao Senado. Ao observar que o Relações Públicas, Cerimonialista do Palácio e nosso amigo Manoel Guedes estava na mesa próxima no PIC, resolvi perguntar a ele qual era a sua posição a respeito do governador Aécio e sua candidatura ao Senado brasileiro. Manoel, com toda a sua bagagem política acha que foi uma decisão acertada, pois ainda jovem, o governador pode certamente se candidatar futuramente ao cargo de presidente do nosso país.
Penso, repenso e digo minha visão política atual dos acontecimentos mais recentes envolvendo Aécio Neves e o PSDB.
Até hoje o governador de São Paulo, José Serra, não oficializou sua candidatura à presidência do país. Será mesmo ele o candidato do PSDB? Acho pouco provável. O partido perde o apoio do PMDB e de outros partidos menores com a saída de Aécio ao pleito do Palácio dos Despachos. Os paulistas do PSDB certamente brecaram a entrada de Aécio como candidato e de José Serra como vice. Aécio Neves, raposa na arte política, soube dar seu cheque-mate ao partido. Ele se candidata ao Senado e leva com ele o apoio dos partidos políticos, deixando o PSDB a ver navios, ou seja, tornando inviável a candidatura de Serra, pois fica ele assim, com poucas chances de uma vitória. Os paulistas colocam mais uma vez o PSDB em situação delicada: perdem a presidência da República e o governo de São Paulo? Acho que não. É preferível um pássaro na mão do que dois voando, não é assim? Se José Serra sair condidato a suceder Lula, certamente perde sua chance de ser reeleito como governador de São Paulo, pois Geraldo Alckimin não será páreo para Ciro Gomes. Também não tem força pessoal e política para enfrentar sua candidatura sem apoio de outros partidos. Resta a Serra a sua candidatura a reeleição ao governo de São Paulo, contando com a máquina administrativa a seu favor e o fato de que os paulistas ainda são mais conservadores nos votos.
Entra em cena, o governador Aécio Neves, como candidato único do PSDB, juntamente com os partidos que o apoiam. É tudo ou nada para o PSDB. O partido não é feito apenas de políticos paulistas e essa é a única alternativa a meu ver, para que eles possam estar no páreo contra Dilma.
Pessoalmente não sou fã de Aécio, Serra, FHC, Alckimin e seus correligionários. Estão em uma sinuca de bico, como diriam os antigos. A política de Lula é forte e está nas mãos do presidente. Não se iludam quanto a Dilma ser uma candidata apenas de Lula. É uma mulher inteligente e atuante. Quando ficar de frente a telinha e demonstrar sua fluidez de pensamento e de comunicação irá conquistar uma grande parte desse país. Não se pode esquecer também que uma mulher candidata, ligada diretamente ao presidente Lula, envolvida com a política há décadas é, certamente uma super-candidata a governar o Brasil e se sair muito bem.
Será que FHC pensa ainda em ressurgir das cinzas?