terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tuareg

A cada dia fica mais límpida a frase sábia dita por meu professor de física, quando era adolescente: - "tudo na vida depende do referencial." A palavra referencial na época representava, pra mim, apenas um pano de fundo no mundo da física, com seus sistemas de coordenadas que servem para medir grandezas como velocidade, aceleração e outras mais. Com o tempo, pude observar nos dias que fluíram mansamente ou desordenadamente em minha vida, que a frase era bem mais profunda que imaginava ser.

Várias são as verdades que existem dentro da ótica de cada um. Também as mentiras são variadas a cada dia, espaço ou contexto em que são ditas. Até a religião é dotada de verdades adequadas às crenças e doutrinas existentes em grupos diversificados espalhados pelo mundo.

O que é verdade para mim, para o outro não passa de uma larga ilusão ou algo parecido com a conformidade do irreal. Existindo comunicação, existem também falhas e desfigurações. Quem conta um conto aumenta um ponto, não é assim? Então tudo realmente depende do referencial existente.

Hoje pude constatar mais uma vez a pluralidade das verdades e costumes do ser humano ao terminar a leitura de Tuareg, um romance e aventura de Alberto Vazquez-Figueroa. Segundo o dono da livraria Van Damme, um jovem de aproximadamente 60 anos, exímio leitor pela profissão ou exímio profissional pela leitura, o livro Tuareg é o que mais causa contentamento à sua ótica de leitor devorador de mais de quatro mil exemplares até hoje. Já leu 20 vezes o mesmo romance e os exemplares do campeão de satisfação de leitura ficam em uma prateleira especial, a quem possa interessar levá-los como companheiros desse prazer inigualável.

O romance de Alberto Vázquez-Figueroa descreve a vida de um tuareg - homem duro, orgulhoso, guerreiro do deserto do Saara. Segundo a tradição de seu povo, os tuareg são homens especiais, dotados de inteligência avultada, criados por Alá, pois se não fossem assim, como conseguiriam viver nessa região praticamente inóspita do planeta? Garcel Sayad é um tuareg seguidor de seus princípios e códigos de honra e vai até as últimas consequencias para cumprir a honra da hospitalidade, mudando inclusive, sem intenção, a política de seu país.

O livro segue uma trajetória ascendente e vai seduzindo o leitor a cada página, com narrativas bem elaboradas, enredo original e principalmente com um final extremamente inesperado.

A indicação do Sr. Van Damme é realmente um presente aos que gostam de um ótimo romance.

2 comentários:

  1. Um dia parei,pensei um pouco e vi,
    senti que aquilo que eu era para os outros eles não eram para mim.
    Não havia reciprocidade de sentimentos.Então eu comecei a procurar;
    a buscar alguém que idealizei naquilo que me faltava.
    Busquei alguém que não tivesse só Sensibilidade Corporal;
    que tivesse Sensibilidade Espiritual também,alguém que soubesse se fazer,
    importante e com isso me fazer importante também,que sentisse falta de mim...
    Alguém que tivesse capacidade de lembrar momentos passados,
    não com tristezas, mas com alegrias,
    como se aqueles momentos ainda fossem acontecer;
    alguém que se ajudasse e se deixasse ajudar,
    alguém que soubesse ler e entender os olhos dos outros,
    que amasse o sol tanto quanto a lua e as estrelas.
    Busquei alguém, alguém que soubesse admirar uma flor,
    que soubesse traduzir a mensagem que os pingos da chuva nos trazem,
    alguém que soubesse sonhar que fosse criança pelo menos um pouquinho
    bjs
    Graça Hess

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  2. Por isso você é tão apaixonada com seu bonitão e ele com você! Vocês se parecem na sensibilidade corporal e na espiritual também. Essa história de amor dá um lindo romance.
    bjs!

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